IPFD

Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão de Políticas Públicas e Sociais - IPFD

CNPJ 00.648.943/0001-25
Fundado em 10 de setembro de 1991
Qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público
Parecer nº8247/2008 - DOU de 14 de janeiro de 2008

É uma associação educativa, cultural e midiática constituída por diretores e parceiros da OBORÉ em 1991 para atuar com políticas públicas e sociais através de processos comunicativos, culturais e educativos formais, informais e não-formais; gestão, organização e preservação de informações e acervos; formação, ensino e pesquisa, treinamento, qualificação e requalificação profissional.

Foi qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público via Parecer nº 8247/2008 publicado no Diário Oficial da União (DOU) de 14 de janeiro de 2008.

Oboré: IPFD - Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão de Políticas Públicas e Sociais

Histórico de fundação

Criado com o nome de Hemeroteca Sindical Brasileira durante o 1º Encontro Paulista dos Profissionais da Comunicação Sindical, em 10 de setembro de 1991, teve como um dos seus objetivos estratégicos colaborar na preservação da memória da imprensa popular e dos movimentos sociais, dentre eles reunir a imprensa sindical corrente - todo e qualquer material informativo produzido pelos departamentos de imprensa das entidades sindicais, intersindicais e associações de classe de trabalhadores de todo o Brasil - e contribuir para a sua preservação.

Concebido na época como um centro de apoio ao curso de Jornalismo da ECA/USP - até então o único entre os 65 cursos de Jornalismo existentes no Brasil que mantinha uma disciplina com esse caráter - Jornalismo Comunitário e Jornalismo Sindical - a entidade tinha também como proposta subsidiar os alunos de graduação, pós-graduação, pesquisadores das diversas áreas da Universidade, e todos interessados na temática comunicação - trabalho a partir do campo real do conhecimento.

Seu acervo inicial - jornais, boletins, folhetos, filipetas, adesivos, cartazes, brindes, torpedos, cadernetas, revistas, dossiês, inclusive títulos extintos e algumas coleções completas - foi reunido junto a diversas entidades sindicais pelos alunos que cursaram a disciplina Jornalismo Sindical, na ECA/USP, sob orientação do professor e jornalista Sergio Gomes, entre 1986 e 1992. Formou-se também a partir do acervo doado pela OBORÉ Editorial e do material reunido dos participantes dos três Encontros Brasileiros de Profissionais da Comunicação Sindical (1986, 1987 e 1989) e dos três Encontros Paulistas (1991, 1992 e 1993), coordenados pela ECA/USP e, posteriormente, pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Entre 1991 e 1997, um dos subprodutos dos inventários anuais foram os catálogos “Para Falar com a Imprensa Sindical de São Paulo” - que forneciam material para produção de clippings destinados a instituições de pesquisa, órgãos de fiscalização, secretarias de Estado, veículos da grande imprensa, representantes do Poder Legislativo e entidades sindicais: “Pronto Socorro” (saúde e segurança); “Fala Trabalhador” (relações do trabalho) e “Mundo do Trabalho” (condições e meio ambiente de trabalho).

A publicação continha o registro das entidades sindicais que dispunham de imprensa própria, com dados do Departamento de Imprensa e dos profissionais responsáveis pelas produções com o objetivo de facilitar a imediata organização de maillings e condições para o surgimento de uma verdadeira “multi-agência sindical de notícias”. Em 1993, a entidade foi convidada pela Secretaria de Estado de Relações do Trabalho para coordenar tecnicamente o Prêmio Imprensa Sindical com o tema “Saúde e Segurança do Trabalhador” com o objetivo de estimular os meios de comunicação dos trabalhadores a dar o máximo de atenção à luta em defesa da saúde, contra os acidentes no trabalho e às doenças profissionais, além de popularizar o conhecimento das Convenções da Organização Internacional doTrabalho (OIT) que tratam da fiscalização e saúde no ambiente de trabalho.

Desde a década de 1990, tem desenvolvido atividades ligadas à área da formação, capacitação e comunicação, especialmente voltadas à potencialização dos assuntos das políticas públicas e da participação da população na condução e fiscalização dessas políticas – o chamado controle social. Seus projetos e propostas procuram iluminar a importância dos pequenos meios de comunicação – populares e alternativos – e valorizar a face humana desses veículos, ou seja, seus comunicadores, figuras importantes no esclarecimento da população sobre seus direitos de cidadania, seja na área da saúde, educação, meio-ambiente, trabalho, direitos humanos, ou mesmo para dirimir a verdadeira exclusão discursiva que afeta milhares de brasileiros e brasileiras, ainda sem voz e sem direito à livre expressão por falta de acesso aos meios tradicionais de comunicação.

Vale ressaltar que a criação da Hemeroteca Sindical Brasileira foi incentivada e apoiada tecnicamente pela Fundação Biblioteca Nacional que, em 1991, incluiu a imprensa sindical dos trabalhadores no Plano Nacional de Micriofilmagem de Periódicos como forma divulgar e garantir o cumprimento da Lei do Depósito Legal (Decreto nº 1825 de 20/12/1907). Em fevereiro de 2005, seu acervo – até então constituído por seis rolos de microfilmes contendo 5.587 páginas de documentos referentes a 131 títulos de imprensa sindical de trabalhadores, nível nacional - foi incorporado, sob custódia, aos arquivos e coleções do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista CEDEM/UNESP. Em 2008, já qualificada como OSCIP, passou a se chamar Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão de Políticas Públicas e Sociais - IPFD.