01/10/2022

Prêmio Vladimir Herzog homenageia Kátia Brasil, fundadora da Amazônia Real, por sua trajetória no jornalismo defensor das causas amazônicas


Fundada em 2013 pelas jornalistas Kátia Brasil e Elaíze Farias, a Agência Amazônia Real tem escrito sua trajetória com pautas em defesa das causas amazônicas. Considerada a maior porta-voz dos acontecimentos na região, a Comissão Organizadora do 44º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos homenageia, neste ano, essas duas valorosas mulheres empreendedoras com o Prêmio Vladimir Herzog Especial.

O primeiro endereço da Agência Amazônia Real foi a casa de Kátia Brasil, em Manaus. Após muita luta e empenho, a Agência cresceu e ficou conhecida por colocar holofotes em uma região até então pouco noticiada pela grande mídia - a Amazônia.

“Estamos há quase dez anos à frente da Amazônia Real, administrando essa agência independente e investigativa que é sem fins lucrativos. Não recebemos recursos públicos justamente para manter essa liberdade de expressão que a gente tanto busca, logicamente com ética, com um jornalismo de qualidade, respeitando principalmente os profissionais que trabalham com a gente”, declara Kátia, cearense de nascimento, carioca de formação e amazonense de coração.

Receber o Prêmio Herzog é muito emocionante, diz a jornalista, que quando fundou a Agência em 2013 não imaginava ganhá-lo um dia. Mesmo sentindo-se honrada, ela entende que a Amazônia Real não dá conta de cobrir toda a região. Por isso, é grande entusiasta da criação permanente de novos projetos de comunicação nesse pedaço importante do país e do mundo.

“Esse prêmio vem para abraçar a gente como fundadoras da Amazônia Real e toda nossa equipe de jornalistas e editores que trabalham com afinco e valorizam as pessoas. Valorizam principalmente essa região tão importante para o mundo inteiro como a Amazônia, e os povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, mulheres e as crianças”, afirma a jornalista.

Segundo Kátia, qualidade do jornalismo que a Agência entrega se deve à proximidade com que a cobertura é feita. “A mídia tradicional não cobre a Amazônia de perto, não leva os seus repórteres até onde estão acontecendo os problemas de violações de direitos ambientais, por exemplo”.

Viajar pelo Brasil, empreender e não incorporar os vícios da mídia tradicional é o que ela sugere a quem está começando na profissão. “Vão viajar e conhecer o nosso país, porque o Brasil é maravilhoso, é um celeiro de notícias. A Amazônia Real não dá conta da Amazônia. Na Amazônia acontecem muitas coisas todos os dias, então é preciso que tenham novas mídias, jornalistas que possam empreender e fazer suas próprias mídias, porque esse jornalismo de grandes redações com 300 profissionais não se tem mais no Brasil”, destaca a jornalista.

Sobre a homenageada
Quando criança, Kátia Brasil era chamada pela avó de “perguntadeira” porque tudo perguntava. Nasceu em Fortaleza mas se considera carioca, cidade em que se formou em jornalismo na Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso. Além de ser metade fortalezense e metade carioca, o coração é amazonense. Iniciou na profissão em 1986 trabalhando nas rádios Tupi e Tropical, no Rio, onde também participou como editora da Revista Momentos e foi uma das fundadoras do jornal de bairro Folha de Santa Teresa, em 1987. Junto à jornalista Elaíze Farias, fundou em 2013 a Amazônia Real. A Agência reporta pautas a partir do ângulo das populações locais.
Feminista, Kátia Brasil participa de organizações que defendem os direitos os direitos das mulheres, combatem a violência e promovem a igualdade, equidade e diversidade. Em 2017 foi uma das fundadoras do Coletivo partidAmazonas, que defende a participação das mulheres na política institucional. Desde 2017 integra o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM). Em 2019 foi embaixadora da campanha Jogue Como Uma Garota, que reuniu mulheres para torcer pela Seleção Feminina de Futebol durante a Copa do Mundo. No mesmo ano foi uma das fundadoras do time de futebol Jogue Como Uma Garota Manaus.

Sobre a premiação
A cerimônia solene do 44º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos será no dia 25 de outubro, terça-feira, das 20h às 21h30, no Tucarena, em São Paulo.
O Prêmio Vladimir Herzog é promovido e organizado por uma comissão constituída pelas seguintes instituições: Associação Brasileira de Imprensa (ABI); Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP); Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI); Sociedade Brasileira dos Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom); Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP); Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Conectas Direitos Humanos; Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional); Ordem dos Advogados do Brasil - Secção São Paulo (OAB-SP), Periferia em Movimento e Instituto Vladimir Herzog (IVH).

Um arco de alianças formado pela Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), TV PUC , Canal Universitário de São Paulo (CNU), União Brasileira de Escritores (UBE) e OBORÉ atua como grupo de parceiros realizadores desta 44º edição.


SAIBA MAIS

44º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos | 2022

  • Sessão pública de julgamento e divulgação dos vencedores: 13 de outubro, das 14h às 17h, no Espaço Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas de SP. Transmissão ao vivo pelo Canal do YouTube do Prêmio e Facebook do SJSP
  • Solenidade de premiação: 25 de outubro, das 20h às 21h30, no Tucarena, com transmissão ao vivo pela TV PUC.

Mais informações em www.premiovladimirherzog.org

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